sábado, 11 de abril de 2026

Platão: linguagem como instrumento

Por: Atualpa Ribeiro 
Notas de sala de aula 1 
Disciplina: Epistemologia

Iniciamos a disciplina de Epistemologia sob a condução da professora Edna Magalhães. Sua forma de lecionar mantém vínculos com a didática tradicional, mas seria um equívoco interpretarmos esse "tradicional" como sinônimo de um espírito enciclopédico no qual o discente absorve passivamente os preceitos ditados pelo docente. A professora Edna nos estimula a concatenar as ideias antes de externarmos qualquer discurso, exigindo uma organização interna do pensamento que antecede a fala.

Meu primeiro movimento intelectual na aula foi uma tentativa de crítica à postura de certos epistemólogos que considero reféns do sistema hegeliano. A professora Edna, devo registrar, não se enquadra nessa categoria. Minha crítica se dirigia ao que chamei de epistemicídio provocado desde Platão até a crise do século XX.

A professora, nesse momento, apresentava a disciplina discutindo o "mito do dado", formulado pelo filósofo americano Wilfrid Sellars. Trata-se da crítica à ideia de que haveria um dado sensorial bruto e imediato capaz de fundamentar o conhecimento empírico sem qualquer mediação inferencial. Sellars argumenta que mesmo a percepção mais elementar já está carregada de conceitos e linguagem, não havendo esse acesso puro e direto ao real. É nesse sentido que, para um grupo seleto de pensadores, o conhecimento não se origina exclusivamente da sensibilidade, mas envolve uma complexa rede de justificações que ultrapassa o simples contato com o mundo sensível.

Diante disso, conversamos e chegamos à conclusão de que a mente é, em grande medida, fruto do que a sociedade produz. A professora, como uma boa pragmatista, comentou o pensamento de Richard Rorty. Para Rorty, tudo o que pensamos deriva da cultura e de nossas experiências contingentes. Rorty se insere na tradição pragmatista iniciada por Charles Sanders Peirce, embora dele se distancie em pontos fundamentais. Enquanto Peirce sustentava que a verdade seria a opinião destinada a ser aceita por todos os investigadores no limite ideal de uma investigação científica, Rorty abandona completamente essa noção de convergência final. Para o neopragmatista, o conhecimento não é um espelhamento fiel da realidade, mas uma ferramenta para lidarmos com o mundo, sempre circunscrita a vocabulários contingentes e historicamente situados.

Fiz um questionamento sobre a razão de ainda estudarmos Platão em um doutorado em filosofia contemporânea. A professora me respondeu prontamente que a universidade possui uma "obrigatoriedade conceitual", isto é, precisa contemplar a formação do pensamento desde suas raízes, ainda que para criticá-las. Nesse sentido, ela nos situou diante das três grandes matrizes teóricas da epistemologia: as teorias fundacionistas, as coerentistas e as infinitistas, sem esquecer das posições convencionalistas.

A partir desse momento, debruçamo-nos sobre o diálogo Crátilo, de Platão. A professora nos expôs o contexto geral da obra e as três formas como Platão concebe a linguagem: como remédio, como veneno ou como cosmético. Como remédio, a linguagem possui um efeito construtivo, capaz de organizar o pensamento. Como veneno, ela carrega a tensão do conflito e da manipulação, fenômeno que hoje associamos às fake news. Como cosmético, a linguagem cria uma máscara, seja por meio da propaganda ou de discursos políticos vazios que adornam a realidade sem revelá-la.

Mas voltemos ao cerne do problema da disciplina. A pergunta norteadora da aula foi: quem deu nome a todas as coisas? Eu brinquei dizendo que foi Adão a mando de Deus.

By: Imgam criada com IA (copilot)


A discussão entre Crátilo e Hermógenes começa com um atrito fundamental. Para Crátilo, as coisas recebem o nome de acordo com suas formas essenciais. Daí provém o substantivo como algo derivado da substância. Para Hermógenes, porém, os nomes não possuem relação com as formas, sendo estabelecidos apenas por convenções sociais. Platão, defensor e fundador da teoria idealista, reconhece que existem coisas inferiores na dimensão sensível, as quais convergem, em seu aspecto superior, para o inteligível. Para continuarmos falando sobre a similaridade entre nomes e coisas, precisamos antes compreender o que significa filosofar para Platão. A resposta é simples: filosofar consiste na busca de um saber ordenado sobre algo. Falar, portanto, não é simplesmente proferir palavras soltas, mas externar um discurso concatenado e ordenado que faça sentido.

O texto que servirá de base para o segundo momento da aula é extraído do livro Reviravolta Linguístico-Pragmática na Filosofia Contemporânea, do professor Manfredo Araújo de Oliveira, da Universidade Federal do Ceará. A pergunta que se impõe a partir dessa leitura consiste em saber de onde provém a significação. Existe uma relação arbitrária entre objeto e nome? Platão advoga o naturalismo ou o convencionalismo? Temos uma forma natural para a linguagem? Uma coisa ficou clara na exposição: para Platão, a linguagem exige um sistema e uma organização. Ela não é algo amorfo. Exige uma correspondência fundamental entre a estrutura gramatical e a estrutura ontológica. Em outras palavras, a linguagem não é uma construção inteiramente arbitrária.

Como já era previsível, Platão considera a linguagem um instrumento. Ela não é algo externo à razão. Para Platão, existem dois processos distintos: primeiro nós pensamos e, em seguida, a linguagem realiza suas operações de designação. O idealismo platônico considera, portanto, a linguagem como um instrumento de promoção da verdade. O esquema é o seguinte: o pensamento equivale ao conceito da coisa em si; existe uma representação que equivale à correspondência, a qual se encaminha para um objeto no mundo. Desse modo, Platão não é estritamente naturalista nem estritamente convencionalista.

É importante notar que Platão oscila entre essas duas visões. Ele reconhece que há uma dimensão natural no nome, que deve refletir de algum modo a realidade, mas também admite que a linguagem é construída por convenção e pode ser imperfeita. Platão rejeita tanto o naturalismo puro, pois não há evidência de que os sons das palavras possuam uma essência universal correspondente às coisas, quanto o convencionalismo absoluto, que reduz a linguagem a um mero acordo humano ignorando sua capacidade de revelar verdades mais profundas. No entanto, é crucial observar que a posição defendida por Sócrates no diálogo não é a de Crátilo. Este sustentava que quem conhece os nomes conhece também as coisas. Sócrates refuta essa tese ao final do diálogo, mostrando que se os nomes fossem a única via de acesso ao real estaríamos condenados à imperfeição do legislador que os instituiu. Conhecer as coisas exige, para Platão, voltar-se diretamente às Ideias, o que revela seu antagonismo em dominar a nomenclatura que as designa.

A professora Edna pontuou mais uma vez que Platão realiza uma apologia da teoria instrumentalista da linguagem. Existe uma separação entre palavras e coisas. Platão define a linguagem como um funcionamento, como um objeto que serve de caminho para o conhecimento. Contudo, sua estrutura deixa em aberto uma questão crucial: até que ponto a linguagem pode realmente alcançar a essência das coisas ou será ela sempre uma mediação imperfeita entre o pensamento e a realidade?

No terceiro momento da aula, surgiu um questionamento sobre a definição de crença. A professora estabeleceu então a distinção entre crença, conhecimento e verdade. No âmbito da crença, existe a possibilidade de termos uma crença falsa. No âmbito do conhecimento, exige-se uma crença verdadeira. Unindo crença e verdade, temos o conhecimento entendido como crença verdadeira justificada. Esse argumento atravessa a linguagem que para Platão, a opinião verdadeira sem explicação racional não constitui conhecimento genuíno.

Veio à baila, então, René Descartes com sua hipótese radical: e se a vida fosse um sonho? Enquanto dormimos, tudo o que acontece no sonho nos parece real, por mais absurdo que seja. Ao acordarmos, percebemos a equiparação entre crença e verdade: a crença deve corresponder a um fato, e esse fato deve ser justificado. O conhecimento, portanto, trafega entre três aspectos: verdade, juízo e crença.

Em conversas paralelas após a aula, utilizei o exemplo da força gravitacional. No final do século XVI, Galileu Galilei sustentava a convicção teórica de que a massa não afeta a aceleração da gravidade. Seu raciocínio, amparado mais em experimentos mentais do que em comprovações empíricas, sustentava que ao lançar corpos de pesos diferentes eles chegariam ao solo simultaneamente, descontada a resistência do ar. A crença de Galileu não podia ser empiricamente justificada com os recursos técnicos de sua época, mas era sustentada por uma arquitetura racional e matemática. Essa crença foi confirmada apenas séculos depois, quando o astronauta David Scott, na missão Apollo 15, deixou cair simultaneamente um martelo de um quilo e uma pena de trinta gramas na superfície lunar, onde a resistência do ar é nula. Ambos tocaram o solo juntos. A crença que Galileu possuía tornou-se verdadeira e foi finalmente justificada, correspondendo a um fato. Contudo, na época de Galileu, tratava-se de uma crença verdadeira ainda carente de justificação empírica plena, o que nos mostra como a tríade crença, verdade e justificação nem sempre caminha junta na história do pensamento.

O professor Manfredo Araújo de Oliveira conclui o texto dizendo que, assim como existe um carpinteiro para a construção de uma mesa, existe para Platão um criador de palavras. Platão advoga a existência das coisas em si. A linguagem é um instrumento, não o motor do conhecimento. Anos depois, o pensador moderno Leibniz, em seu projeto racionalista de uma Characteristica Universalis, daria continuidade a essa busca por uma linguagem que espelhasse a estrutura do real. Leibniz propôs a criação de um alfabeto universal de símbolos, um sistema que contemplasse o real independentemente de suas contingências, uma linguagem universalizante capaz de eliminar as ambiguidades e os equívocos da comunicação humana.

O que penso sobre Platão, Leibniz e todos os idealistas que construíram conhecimento sobre bases que considero problemáticas ficará para as próximas notas de aula.

 

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Dilemas éticos: Caso Bebê Tereza

Por: Atualpa Ribeiro
Notas de sala de aula 1
Disciplina: Ética Normativa

Estou cursando a disciplina de Ética Normativa, ministrada pelo professor José Elielton. Já estamos na quarta aula, e devo registrar, desde já, a invejável elasticidade intelectual com que ele conduz as discussões. Não bastasse a atualidade cortante dos temas que repercute em sala, há ainda um tom jocoso na abordagem das teorias eticistas, um humor fino, nunca desrespeitoso, que torna o ambiente leve e, ao mesmo tempo, profundamente edificante. É como se o riso desarmasse as defesas retóricas e nos obrigasse a pensar de fato.

O professor iniciou a disciplina situando o que chamou de “tema gerador da filosofia”: a ética. Em sua perspectiva, o objeto da ética não é o sujeito isolado em sua torre de marfim, mas as relações humanas, o eu diante dos outros, o eu com os outros. Em uma democracia, acrescentou, é necessário dispor de um mínimo ético que oriente a convivência. Imediatamente lembrei-me da pensadora espanhola Adela Cortina e de sua defesa de uma ética mínima para as sociedades pluralistas, uma ressonância que o professor não citou, mas que soou perfeita aos meus ouvidos.

Logo em seguida, veio a primeira provocação, daquelas que nos tiram o chão: “As facções criminosas, PCC, Comando Vermelho, têm ética?” A pergunta desdobrou-se em outras: Qual a diferença entre moralidade e moralismo? Que critérios utilizamos para decidir entre o certo e o errado?

Ficou claro que, se não observamos os contextos de decisão, caímos num vazio. É preciso, portanto, um coerentismo mínimo: uma exigência de que exista alguma congruência no processo de escolha, uma justificativa para a mudança de postura. Sim, grupos criminosos e organizações terroristas possuem códigos de conduta, isso é fato. O que nos levou a segunda indagação: a moralidade consiste em um conjunto de costumes, influências familiares, religiosas, midiáticas que carregamos e que informam nossos juízos cotidianos. Outra coisa, bem distinta, é o moralismo: uma patologia, uma rigidez que julga sem compreender, uma aplicação cega de normas sem a mediação da reflexão crítica.

O professor então nos fez notar um incômodo: o uso de máscaras sociais. Dependendo da plateia, se conservadora, se composta por colegas ou por estranhos, nós recuamos, deixamos de expressar o posicionamento que de fato gostaríamos de adotar. Eu mesmo experimentei isso na pele durante a aula.

A discussão avançou para a relação entre tecnologia e poder de decisão. Quanto mais a técnica amplia nosso domínio sobre as circunstâncias, mais nos vemos confrontados por dilemas antes impensáveis. Foi nesse ponto que veio à tona o Caso Bebê Tereza e, também, os casos de gestações em que se descobre, tardiamente, uma severa má-formação fetal.

O professor discorreu sobre o ocorrido na Flórida, em 1998. O Caso Bebê Tereza: um feto anencefálico, que certamente não sobreviveria por mais do que alguns dias, ou horas, após o parto, mas cujos órgãos poderiam salvar a vida de outras cinco crianças. A corte da Flórida, no entanto, determinou que a gestação deveria ser levada a termo, mesmo sabendo que o bebê morreria logo em seguida. A comoção pública foi imensa, pois estava em jogo o sacrifício de uma vida inviável para salvar cinco vidas viáveis.

Ao discutirmos o caso, busquei ser incisivo em minha postura. Adotei uma posição claramente consequencialista. Em linhas gerais, o consequencialismo preza pela maximização do bem-estar geral: fazer o “mal mínimo” para beneficiar o maior número de pessoas, ainda que isso implique algum sofrimento individual. Durante minha explanação, afirmei que “concordava com os pais” da criança. Foi aí que o professor me fez enxergar um movimento interno sutil, mas revelador.

Ele observou que minha fala foi uma espécie de autocensura. Em momento algum eu disse: “Eu mataria a criança.” Preferi a construção indireta: “Concordo com o posicionamento dos pais.” Ao esquivar-me do termo “matar”, eu não apenas suavizava a crueza do ato, eu me protegia do julgamento alheio. O que os outros pensariam de mim se eu usasse a palavra exata? A pergunta silenciosa que me atravessou foi: “Que rótulo me dariam?”

A discussão prosseguiu, e, como há vários estudantes de Direito na turma, foi inevitável traçar a distinção entre Ética e Direito. A Ética carrega uma carga discursiva que implica religião, família, pátria, enfim, o uso público da linguagem e da razão em contextos não necessariamente coercitivos. Já o Direito pressupõe uma carga positiva, um sistema de regras e normas com força vinculante dentro de um ordenamento jurídico.

Retomamos, então, a questão do coerentismo mínimo nas relações éticas. Exige-se que qualquer mudança de postura seja acompanhada de uma justificativa razoável, do contrário, a convivência democrática se dissolve em oportunismo. Para entender esse pano de fundo, o professor recorreu ao processo de desvinculação entre Ética e Moral operado por Immanuel Kant.

Antes de Kant, para os clássicos e medievais, indivíduo e sociedade estavam unidos por um télos, uma finalidade comum a ser atingida. O homem não se compreendia fora da pólis ou da civitas Dei. Com a modernidade kantiana, e de modo ainda mais agudo na contemporaneidade, houve uma separação radical. A Ética passou a ser o âmbito dos valores privados, da autonomia da vontade. Já a Política se fundamenta no espaço público regulado por normas que coordenam os indivíduos, mas que já não lhes fornecem um sentido último de existência. Perdemos o télos.

By Imagem criada com IA (copilot)

O grande problema, conforme destacou o professor, é que ainda estamos exercitando o modelo iluminista, um modelo que foi pensado para uma determinada época, mas que se estendeu para além de seu tempo de validade. Vivemos a crise desse modelo, sem ainda termos forjado um novo.

Para não cair no relativismo absoluto, é necessário criar acordos que vão além do “mínimo ético”. O professor citou "O Senhor das Moscas", de William Golding, como metáfora do que acontece quando as regras civilizatórias se dissolvem. A pergunta que paira é: como viver nessa confusão que a sociedade se tornou?

Encontramo-nos, assim, tensionados entre dois polos: de um lado, o eudemonista (a busca da felicidade individual como norte); de outro, o normativista (a submissão a regras exteriores como garantia de ordem). Mas uma certeza ficou clara ao final da aula, e foi uma grata surpresa para muitos: tudo começa, e talvez tudo termine, com o velho Sócrates. A pergunta que nos orienta, desde a ágora ateniense até hoje, continua sendo: “Qual é o lugar da pessoa no cosmos?”





Ser ou não ser um andarilho?

João continua cansado. Um cansaço que já não sabe se é do corpo ou de um pensamento que se alojou na cabeça e de lá não quer sair. Para ele, ora a vida tem sentido, ora não tem sentido algum. E é justamente nessa gangorra que ele percebeu: o sentido agora é externo. João não precisa mais cavar dentro de si, não precisa mais dessa busca metafísica, dessa arqueologia da alma que só trazia poeira e dedos gastos. O sentido, embora seja parte dele, talvez a parte que sempre lhe faltava, habita agora fora do seu peito. Mora em outro canto. E com o passar do tempo, esse sentido vai se deixando, se desapegando, se afastando num movimento natural que dói e alivia ao mesmo tempo, como se a vida estivesse apenas devolvendo algo que nunca foi dele de verdade.

João, às vezes, sente uma vontade quase física de sumir. Mas não é aquela vontade covarde de desaparecer. É o contrário: ao chegar em casa e ver as paredes, ele sente uma vontade absurda de sair pelo mundo, de virar um andarilho, de ser o homem que ele vê de relance na beira da estrada. João tem vontade de virar hippie. Não pelo estereótipo, mas pela ausência de amarras. Viver do que a natureza der, do que as mãos alheias compartilharem. Toda vez que seus olhos cruzam com a figura de um andarilho, uma pergunta atravessa seu crânio como um raio manso: Poderia ser eu. Sem cobranças. Sem as obrigações sociais que vestem a gente de terno e gravata invisível. Aliás, a única ordem que ele teria que seguir seria a da estrada. Simplesmente andar, sem olhar para trás, levando a carcaça como única bagagem.

Às vezes, João acha que o que escreve é uma grande besteira. Uma perda de tempo descomunal.

Deixa de ser fresco, João. Vai viver. É uma voz interior que fala, uma voz que cobra, que sempre cobra. Mas viver, ah, viver... como custa. Não tem jeito. Ele tem um coraçãozinho com mania de morar em território agitado, hora inquieto, hora nervoso, hora medicado. João se vê coberto de rótulos que ele mesmo se pôs a taxar, uma autocategorização que aperta e sufoca. Nesse emaranhado de nomes que deu a si mesmo, João sobrevive. Respira, come, anda, trabalha, dorme mal. Sobrevive, com uma competência assustadora.

Mas o que João queria mesmo, no fundo do seu coraçãozinho rotulado e cansado, era viver. Apenas isso. E que isso fosse finalmente simples.





Platão: linguagem como instrumento

Por: Atualpa Ribeiro  Notas de sala de aula 1  Disciplina: Epistemologia Iniciamos a disciplina de Epistemologia sob a condução da professor...