Na verdadeira amizade, em que sou experimentado, dou-me mais ao meu amigo que o puxo para mim. Não só prefiro fazer-lhe bem a que ele mo faça mas ainda que ele o faça a si próprio a que mo faça; faz-me ele, então, o maior bem possível quando a si o faz. E se a sua ausência lhe for quer prazenteira quer útil, torna-se-me ela bem mais agradável que a sua presença; e de resto não é propriamente ausência se há meios de comunicarmos um com o outro. Tirei outrora partido e proveito do nosso afastamento. Em nos separando, melhor e mais amplamente entrávamos em posse da vida: ele vivia, fruía e via para mim, e eu para ele, mais plenamente que se ele estivesse presente. Uma parte de cada um de nós permanecia desocupada quando estávamos juntos: fundíamo-nos num só. A separação espacial tornava mais rica a união das nossas vontades. A insaciável fome da presença física denuncia uma certa fraqueza na fruição mútua das almas.
Michel de Montaigne, in 'Ensaios - Da Vaidade'
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Minhas piores férias
Por Atualpa Ribeiro Escrevi em 2002 estava na 6° série. Eu, meus pais e meu irmão Gerardo fomos passar as férias em Corrente. No caminho, ...
-
Ele não soube exatamente quando começou. Talvez no primeiro dia. Talvez antes, naquele instante em que entrou pela porta de um novo ambient...
-
Por: Atualpa Ribeiro Muitas vezes sou interpelado, na catequese e em diversos encontros com jovens, adultos e idosos, sobre se o diabo exi...
-
Elisa Lucinda Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta à prova? Por quantas provas terá ela que...

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Ficamos muito felizes por você participar criativamente desse veículo de diálogo e conhecimento. Forte Abraço!